O poder dos nutrientes: vitamina B1

Boa noite leitores,

A vitamina B1, também conhecida como tiamina, foi a primeira das vitaminas do complexo B a ter sua estrutura química determinada. Ela é essencial para o funcionamento celular, mas devemos ficar atentos na forma de preparação dos alimentos, pois sendo uma vitamina hidrossolúvel, o processo de cozimento em água pode reduzir em até 80% seu conteúdo, vamos conhecer mais sobre ela?!

tiamina, é fundamental para o metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras, pois em combinação com o fósforo (clique aqui para ler mais) forma uma enzima que faz parte da geração de energia corporal. Ela também está envolvida nos processos digestórios, participando da manutenção do apetite e da transmissão de impulsos nervosos.

Em situações onde o consumo de álcool é elevado, a absorção de vitamina B1 fica prejudicada e sua excreção aumentada, além do uso de alguns medicamentos, principalmente aqueles que diminuem o apetite e aumentam o trânsito intestinal e urinário, os quais também diminuem a biodisponibilidade da vitamina em questão.

A deficiência de tiamina pode ocorrer em pacientes com diabetes, com doença celíaca, com doenças renais, em idosos e gestantes, e mulheres que fazem uso de contraceptivos. Essa baixa quantidade de vitamina B1 no organismo, pode gerar sintomas de depressão, confusão mental, perda de força e de apetite, sintomas gastrointestinais, irritabilidade, formigamento e até insuficiência cardíaca. Já a deficiência grave é chamada de beribéri.

Após estudos na área, já está comprovado que níveis diminuídos de tiamina no organismo estão correlacionados com a maior ocorrência de doenças neurodegenerativas,  como Alzheimer e Parkinson, por exemplo. Além disso, outro sintoma utilizado para diagnóstico da deficiência de vitamina B1 na prática clínica, é a fadiga durante e após um exercício físico, mesmo que moderado.

O contrário, ou seja, o excesso de tiamina no organismo é raro e não há evidência de toxicidade, porém alguns efeitos colaterais, como náuseas e vômitos, coceira e inchaço, podem ser observados. Em relação as fontes alimentares, são considerados ricos em vitamina B1: as leveduras (leia mais), gergelim (leia mais), semente de girassol, farelo de trigo, aveia, arroz integral, quinoa (leia mais), ervilha, amêndoa, lentilha, feijão, amendoim, milho, cacau, ovos, frango e carne bovina.

Vamos aumentar o nosso consumo diário de alimentos fontes de vitamina B1, e assim disponibilizar ao corpo todos esses benefícios?! Espero que tenham gostado e aprendido mais!

Fonte: Roberto, Telma Sígolo et al. Aplicações Clínicas das Vitaminas do Complexo B/ OLIVEIRA, Nayrene Amorin Carvalho et al. A deficiência de tiamina e niacina como fator de risco para doenças neurológicas. Infarma – Ciências Farmacêuticas, 2019/ LEMOS, Adelaide Clara Faria Álvares. Absorção intestinal de tiamina: caracterização e modulação nutricional. Universidade do Porto. Porto, 2003/ VANNUCHI, Helio. CUNHA, Selma Freire de Carvalho. Funções Plenamente Reconhecidas de Nutrientes – Vitaminas do Complexo B: Tiamina, Riboflavina, Niacina, Piridoxina, Biotina e Ácido Pantotênico / ILSI Brasil (2009)/ JUNIOR, Hernani Pinto de Lemos. LEMOS, André Luis Alves. Vitamina B1. Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2010.

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