5 fake news da nutrição

Boa noite leitores,

O aumento das notícias falsas, as “fake news“, é cada vez maior quando o assunto é a alimentação, mas principalmente quando o emagrecimento entra em questão. Assim, o nosso papel como nutricionistas, profissionais da saúde que estudam e se atualizam, é mostrar em o que não podemos, e também em quais informações podemos confiar.

  • VEGETAIS E FRUTAS CONGELADOS PERDEM OS NUTRIENTES – FALSO

A maioria das vitaminas são bastante sensíveis a temperatura, luz, umidade etc. Ao serem congelados, os vegetais e frutas não perdem totalmente seus nutrientes, mas realmente diminuem em comparação com estes alimentos in natura, o importante é conhecer como minimizar essa perda. Nesse caso, para congelarmos os vegetais de forma que os nutrientes não se percam com facilidade, o ideal é fazer o branqueamento antes do congelamento, que consiste no cozimento em vapor a um tempo e temperatura pré-estabelecidos para cada alimento.

  • ALIMENTOS ORGÂNICOS SÃO MENOS CALÓRICOS – FALSO

Os alimentos orgânicos são definidos como aqueles alimentos in natura ou processados que dispensam o uso de pesticidas, fertilizantes, medicamentos veterinários, organismos geneticamente modificados, conservantes, aditivos e irradiação. Por isso, sua quantidade de calorias não é alterada, um alimento orgânico possui a mesma quantidade de energia do que um alimento produzido convencionalmente. Leia mais sobre isso, clicando aqui.

  • O EXCESSO DO CONSUMO DE CAFÉ CAUSA HIPERTENSÃO – FALSO

De modo geral, não existe uma clara relação causal entre o consumo de café e a hipertensão. Contudo, os estudos mostram que o consumo regular e alto de café contribui para um aumento significativo da pressão sanguínea, o que na verdade tem relação com a cafeína e por isso, qualquer bebida que a contenha, seja café, chá verde, mate, entre outros, se consumido em grande escala pode sim interferir na pressão, mas não causará por si só a hipertensão. O surgimento da doença tem influência de vários outros fatores, sabendo disso, é importante ressaltar que existe uma quantidade diária de café e cafeína recomendada, ainda mais se você já possui pressão alta ou tem histórico familiarVeja aqui mais sobre a cafeína.

  • HOMENS NÃO DEVEM CONSUMIR SOJA – FALSO

Existe o mito de que, devido ao conteúdo de isoflavonas presente na soja, seu consumo poderia aumentar os níveis de estrogênio e diminuir os níveis de testosterona em homens, podendo causar ginecomastia (aumento das mamas). Há um caso sobre o consumo de soja e a ocorrência de ginecomastia, porém deve-se lembrar da limitação deste estudo, que foi detectado em apenas um único indivíduo, o qual consumia 3 litros de extrato de soja por dia, valor muito além do consumo habitual.

  • NO INVERNO NÃO PRECISAMOS BEBER TANTA ÁGUA – FALSO

Pelo contrário, é tão importante quanto no verão. O risco de desidratação aumenta nessa época do ano, exatamente por não sentirmos tanta sede e assim acharmos que não precisamos de água. Mas a água é fundamental, não devemos esperar sentir sede, pois este é o primeiro sintoma de desidratação, que se avançada pode causar sinais e sintomas preocupantes. A cor da sua urina é um dos melhores e mais rápidos meios, de diagnosticar se está precisando aumentar sua ingestão de água.

Espero que tenham gostado e aprendido mais, até semana que vem!

Fonte: Sucupira NR, Xerez ACP, Souza PHM. Perdas Vitamínicas Durante o Tratamento Térmico de Alimentos. UNOPAR Cient Ciênc Biol Saúde, 2012/ SEBASTIANY, Estela et al. Perda de vitamina C durante o armazenamento de polpa de acerola congelada. Boletim do Centro de Pesquisa de Processamento de Alimentos, [S.l.], dec. 2009/ Bianco HT, Thompson M. Relação entre o café e a pressão arterial. Rev Bras Hipertens vol. 22(2):40-3, 2015/ Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição. O benefício do consumo da proteína isolada de soja nas diferentes fases da vida, 2015-2018/ CLAPAUCH, Ruth et al . Fitoestrogênios: posicionamento do Departamento de Endocrinologia Feminina da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Arq Bras Endocrinol Metab,  São Paulo ,  v. 46, n. 6, p. 679-695,  Dec.  2002

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