Adoçantes: será que existem melhores e piores?

Boa noite leitores,

Você utiliza adoçante, seja ele artificial ou natural? Esse uso é frequente? Qual o tipo que você costuma comprar? Pensou nas respostas? Agora, vou falar um pouco e mostrar pra vocês que podemos fazer melhores escolhas até quando o assunto é adoçante.

De acordo com a legislação brasileira, adoçantes ou edulcorantes são definidos como produtos formulados para utilização em dietas com restrição de sacarose, frutose e glicose, para atender a necessidade de pessoas sujeitas à restrição desses carboidratos, como os diabéticos ou pessoas com sensibilidade à insulina, por exemplo.

Os adoçantes artificiais (aspartame, ciclamato, sucralose etc) estão entre os aditivos alimentares mais utilizados no mundo, especialmente por conferirem sabor doce aos alimentos, isentando-os do conteúdo calórico associado ao açúcar (Leia mais sobre o açúcar).  Eles ganharam popularidade por seu custo reduzido, e por essa razão, são cada vez mais utilizados na fabricação de diversos alimentos industrializados.

Hoje, sabemos que o uso ilimitado de adoçantes para os diabéticos, não é recomendado pelo fato dos mesmo aumentarem a sensibilidade a insulina, em alguns casos. O recomendado para os diabéticos, principalmente por serem o público mais afetado, é uma alimentação com controlada ingestão de açúcar e quantidades adequadas de carboidratos, com um cardápio planejado por um nutricionista. Mas, como também sabemos que neste momento os maiores utilizadores de edulcorantes não são os diabéticos, é importante reforçarmos alguns pontos.

O mercado dos adoçantes cresceu e para atrair mais consumidores, criaram os adoçantes naturais, provindos de fontes vegetais, os quais estão sendo muito divulgados e consumidos. Porém, tanto para os de origem artificial quanto natural, o uso não deve ser ilimitado e nem frequente, vários estudos científicos foram feitos para nos provar isso.

Foi comprovado que o consumo frequente e em grande quantidade de adoçantes artificiais, aumenta o risco de intolerância à glicose, e as chances de câncer, por serem um produto tóxico. Agora falando dos adoçantes em geral, artificiais e naturais, os dois tipos têm a capacidade de induzir o aumento do apetite devido a sua doçura quando consumidos com frequência, confundindo os mecanismos corporais e promovendo o excesso no consumo de outros alimentos, aumentando assim o peso corporal. Ainda são considerados absortivos (gestantes devem tomar cuidado) e laxativos, também quando utilizados em grandes quantidades (que variam de pessoa pra pessoa e por isso a individualidade nutricional é essencial).

A seguir, coloquei três dos adoçantes artificiais mais consumidos, e três dos naturais.

Artificiais:

  • Aspartame: adoçante artificial com poder de adoçar de 200 vezes maior que o açúcar, não pode ser elevado a altas temperaturas mas mesmo assim é bastante usado pela indústria, e por isso muitos produtos possuem o gosto residual. A quantidade dita como segura pela ANVISA é de 40 mg/kg de peso/dia, porém como disse essa quantidade a longo prazo não é recomendada e assegurada por profissionais da saúde (lembrando que a ANVISA também tem relação com a venda das indústrias).
  • Ciclamato: 30 vezes mais doce que o açúcar e também com gosto residual, edulcorante artificial amplamente usado nas indústrias alimentícias por ser um dos mais baratos, sua quantidade de acordo com a ANVISA é de 11 mg/kg de peso/dia.
  • Sucralose: derivado do açúcar, porém sem calorias, e com poder de doçura de 600 vezes maior, como não tem gosto residual é um dos adoçantes artificiais mais consumidos, e vamos dizer que dentre os artificiais este é o menos pior. Sua recomendação pela ANVISA é de 15 mg/kg de peso/dia.

Naturais:

  • Estévia: edulcorante natural, obtido a partir de uma planta nativa brasileira, possui doçura 300 vezes maior que o açúcar, possui sabor residual e é resistente ao calor, mesmo sendo de origem vegetal a ANVISA estipulou uma quantidade diária de 5,5 mg/kg de peso/dia.
  • Xilitol: novidade entre os adoçantes naturais, extraído de fibras de vegetais, tem aparência e o gosto bem parecido com o do açúcar, com 40% menos calorias, baixo índice glicêmico e sem gosto residual.
  • Eritritol: também produzido naturalmente, com 60 a 80% de doçura do açúcar, possui elevada tolerância digestiva e boa estabilidade durante cozimento. Tem o sabor bem próximo do açúcar e apenas 6% de suas calorias, com um leve gosto residual e com índice glicêmico baixo.

Minha opinião: independente se você possui alguma contra indicação ou não, o ideal é não consumir nenhum tipo de adoçante, pra isso minha dica é ir reduzindo aos poucos, porque o corpo acostuma, pode confiar. Mas, caso você ainda seja uma pessoa que não consegue ficar sem adoçar as preparações, hoje as melhores escolhas são Estévia (origem natural com valor mais acessível, mas com gosto residual), o Xilitol (origem vegetal, com custo elevado mas sem sabor residual) e o Eritritol (origem natural, com menor quantidade de calorias, custo elevado e com leve sabor residual).

Se você ainda tem alguma dúvida, ou quer saber de outro tipo de adoçante que não coloquei aqui, me escreva.

Até semana que vem!

Fonte: Geraldo, Ana Paula Gines. Adoçantes dietéticos e excesso de peso corporal. Universidade de São Paulo. São Paulo, 2014/ Suez J, Korem T, Zeevi D, Zilberman-Schapira G, Thaiss CA, Maza O, Israeli D, Zmora N, Gilad S, Weinberger A, Kuperman Y, Harmelin A, Kolodkin-Gal I, Shapiro H, Halpern Z, Segal E, Elinav E. Artificial sweeteners induce glucose intolerance by altering the gut microbiota. Nature. 2014/ Castro & Franco. Consumo de Adoçantes por Diabéticos. Arq Bras Endocrinol Metab vol 46 nº 3 Junho 2002


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