Cravo-da-índia: em o poder das especiarias

Boa noite leitores,

Muitos ainda não utilizam especiarias com frequência, as vezes por não conhecer os benefícios ou por não saber como utilizar. Elas são tão nutritivas e especiais que é sempre bom reforçarmos seus valores, e como cada uma pode auxiliar nossa saúde. Aqui no site já falei sobre o açafrão, a pimenta, a canela e o gengibre, e hoje falarei do cravo-da-índia.

Diferente do nome, o cravo foi descoberto e utilizado como condimento, antisséptico, remédio e ingrediente de perfumes e incensos, na China. Ele é uma especiaria famosa por sua utilidade na culinária e também por ter poder medicinal e fitoterápico.

Sua composição química é constituída principalmente por eugenol (60-80% da composição), beta cariofileno e alfa humuleno, nomes complicados mas que são vantajosos. Dessa forma, o cravo se utilizado corretamente, tem o poder anti-inflamatório, cicatrizante, analgésico, antibacteriano, antiviral, anestésico, antisséptico, antialérgico, ajuda no tratamento de doenças gástricas, náuseas, flatulências, indigestão e até na diarreia. Também possui efeito hipoglicemiante e assim é um alimento que auxilia na prevenção e na manutenção do diabetes, e ainda é considerado inseticida e repelente, tudo que já estaria excelente para a saúde né?! Mas não para por aí.

É comprovado que o cravo-da-índia tem potencial antioxidante, sendo ótimo pra o corpo e também para as indústrias, pois assim é uma boa opção para a formulação de novos produtos. Porque a presença de microorganismos pode causar sérios problemas à saúde dos consumidores, além de diminuir a vida útil dos alimentos, gerando perdas econômicas à indústria.

Assim, a utilização de especiarias e outros alimentos, com ações comprovadas que beneficiam à saúde, é uma alternativa interessante para a conservação de alimentos, diminuindo a concentração de aditivos sintéticos nesses produtos, os quais estão sendo menos aceitos pelos consumidores.

Estes benefícios podem ser absorvidos de várias formas: como chá/infusão do cravo seco inteiro; uso do pó e do óleo de cravo em preparações e também como uso tópico. Com tudo que falei, é fundamental sabermos dosar, pois toda substância e/ou alimento pode ser considerado um agente tóxico, dependendo da quantidade e frequência com que são ingeridos. Por isso, o que sempre deve reinar é o equilíbrio e a variedade dos alimentos consumidos.

Espero que tenham gostado e aprendido mais.

Até semana que vem!

Fonte: Rev. Ceres, Viçosa, v. 57, n.5, p. 589-594, set/out, 2010/ Affonso, R. S. et al. Rev. Virtual Quim/ SILVESTRI, Jandimara Doninelli Fior et al . Perfil da composição química e atividades antibacteriana e antioxidante do óleo essencial do cravo-da-índia (Eugenia caryophyllata Thunb.). Rev. Ceres,  Viçosa ,  v. 57, n. 5, p. 589-594,  Oct.  2010.


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