Alimentos Funcionais: Alho

Boa noite leitores,

A procura por alimentos funcionais vem aumentando muito nos últimos anos com o objetivo de se ter uma vida plena e longa, com ajuda de sabores naturais e “medicamentos” que vem da terra. O alho é usado no Egito há mais de 4 mil anos, desde então já se acreditava nos seus inúmeros benefícios; ele foi um dos primeiros fitoterápicos registrados e recomendados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Clique aqui, se você não leu a matéria sobre Alimentos Funcionais.

Allium sativum (seu nome científico) é uma planta, caracterizada por um bulbo (cabeça) dividido em dentes (bulbilhos), envoltos por uma casca que pode ser branca, rosada ou roxa. In natura, é composto por: fibras, proteínas, água, compostos sulfurados e vários aminoácidos. Além de vitaminas e minerais como: potássio, fósforo, ferro, magnésio, vitamina B, entre outros.

O alho é considerado um alimento funcional pois é rico em alicina, substância que possui ação antiviral, antifúngica, antibactericida e antibiótica. Além de outros compostos presentes em sua composição, que possuem atividade anti agregante plaquetária, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares, por controlar os níveis de colesterol no sangue e também os níveis de glicemia.

Este alimento (utilizado nas preparações culinárias principalmente por seu sabor e odor) possui propriedades benéficas para o sistema gastrointestinal, renal, respiratório, nas dislipidemias, na perda de gordura corporal, no alívio de dores de dentes e também contra picadas de insetos. Possui componentes anti carcinogênicos, ajudando contra o aparecimento e a evolução de neoplasias, por ser potente na imunidade devido a centenas de fitoquímicos bioativos, como os compostos sulfurados, presentes em quantidades três vezes maior do que em outros vegetais como a cebola e o brócolis, por exemplo.

A melhor forma de se consumir o alho é cru, com a ingestão de 1 dente por dia (5 g = 1 colher de chá) já é possível observar mudanças positivas. Outras formas, como descascado na hora do preparo e cozido junto a comida ou refogado, também são válidas, pois perdem somente uma parte das suas propriedades (depois da forma crua, consumir o alho cozido é o mais adequado, deixando o refogado como última opção). Mas se você tem o costume de comprar e consumir aqueles alhos triturados industrializados, pode esquecer! Pois desta forma os nutrientes são praticamente inexistentes.

Como sempre falo, nada é adequado se consumido em excesso, nem mesmo os alimentos funcionais. O alho quando ingerido em elevadas quantidades pode desencadear distúrbios, anemias, problemas gastrointestinais, problemas na pele, e para aqueles que fazem uso de medicamentos diuréticos, anti hipertensivos e anti coagulantes, deve ser consumido com recomendação de um profissional da saúde.

Espero que tenham gostado, beijos e até a próxima semana!

Fonte: Avaliação da atividade antimicrobiana do alho (Allium sativum Liliaceae) e de seu
extrato aquoso. Rev. Bras. Pl. Med., Campinas, v.16, n.3, supl. I, p.679-684, 2014// Efeitos do Gengibre, do Alho e do Funcho na Saúde. Sara Figueirôa da Silva Martins da Conceição. Universidade Fernando Pessoa/ Extração e caracterização de carboidratos presentes no alho (Allium sativum L.): proposta de metodologia alternativa. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 29(4): 793-797, out.-dez. 2009/ Aptidão de cultivares de alho (Allium sativum L.) para industrialização. Patricia Prati. Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), São Paulo, 2009.

 

 


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