O poder do extrato de própolis

Boa noite leitores,

Além de ser adepta e recomendar o uso do extrato de própolis, ouvi falar tanto durante o último congresso que fui, que hoje a matéria será sobre ele. Reparem que, não estou falando daquele própolis famoso que já é misturado com mel, gengibre, menta etc que costumamos utilizar em spray, mas sim do extrato puro.

Segundo publicações da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), o Brasil é o segundo maior produtor mundial de própolis. O tipo mais encontrado e estudado é da espécie Apis mellifera L., a qual é recolhida de uma colmeia de abelhas (as produtoras), apresentando em sua composição cerca de 50% de resinas vegetais, 30% de cera de abelha, 10% de óleos essenciais, 5% de pólen e 5% de detritos de madeira e terra. Sendo que essa composição pode variar pela sazonalidade e pela localidade de onde o extrato é retirado. Assim o própolis pode apresentar diversos aspectos e variações em sua textura, cheiro e coloração.

Um estudo realizado no Departamento de Bioquímica e Microbiologia no Instituto de Biociência da USP, mostrou os principais compostos químicos presentes no própolis e seus vários benefícios para a saúde, os principais são: carboidratos (pequena quantidade), álcoois, ácidos graxos, aminoácidos, flavonoides, proteínas, vitaminas B1, B2, B6, C, E, e outros diversos minerais.

Já dentre os benefícios, comprovou-se que ele auxilia na absorção e na ação de vitaminas; atua nos processos de cicatrização; apresenta atividade antimicrobiana e moduladora do sistema imune; possui um grande potencial terapêutico (devido as atividades anti-inflamatória, anticancerígeno e antioxidante); têm propriedades hepato-protetivas, analgésica, antiangiogênica, e regenerativa de cartilagem e ossos; ação cardiovascular, reduz o crescimento de microrganismos bucais e promove a prevenção de cáries; possui efeito repelente, etc. Acho que já deu pra perceber quantos pontos positivos o própolis tem né?!

Existem no mercado dois tipos: o extrato alcoólico de própolis e o extrato aquoso. Ambos podem ser utilizados (a não ser o alcoólico para casos específicos) e possuem as propriedades que citei acima, porém estudos afirmam que a concentração dos compostos benéficos é maior no extrato alcoólico, pelo fato do álcool dissolver melhor com a resina (principal componente do própolis) do que a mistura aquosa.

Portanto, como o extrato de própolis é um produto natural, não existe contra-indicação de uso, mas é sempre importante seguir recomendações nutricionais e médicas, e não levar somente em consideração o que está no rótulos/bulas.

Me escrevam se tiverem dúvidas, beijos!!!


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