Intolerância X Alergia

Boa noite leitores,

Muitos não sabem, mas Intolerância e Alergia Alimentar não são iguais. Os efeitos adversos que alguns alimentos podem provocar no nosso organismo são muitos, e por isso é importante compreendermos a diferença entre cada reação, como podemos identificar e como tratar cada tipo.

De acordo com o Ministério da Saúde, a principal diferença entre alergia e intolerância é o tipo de resposta (quais serão os sintomas) que o organismo poderá ter quanto entrar em contato com o alimento causador. Na alergia há uma resposta imunológica imediata, isto é, o organismo cria anticorpos como se o alimento fosse um agente agressor e por isso os sintomas podem aparecer no corpo inteiro, na pele (através de urticárias – irritação, inchaço, coceira, eczema – inflamação), no sistema gastrointestinal (diarreia, dor abdominal, vômito) e no respiratório (tosse, rouquidão, chiado no peito). Já na intolerância, o alimento não é digerido corretamente e, assim, os sintomas são principalmente relacionados ao sistema gastrointestinal.

A intolerância ocorre com mais frequência na população, e geralmente se manifesta em adolescentes e adultos, enquanto a alergia na maioria das vezes é um problema hereditário (50-70% dos pacientes com alergias alimentares possuem história familiar) e mais comum na infância. Um intolerante pode até consumir pequenas quantidades do alimento alergênico sem reações, mas o alérgico deve ter sua alimentação isenta por completo deste alimento, assim como de todos seus derivados e preparações que o mesmo faça parte, pois até uma reação anafilática (reação alérgica imediata que pode levar a morte) pode ocorrer em casos graves.

Cerca de 80% destas reações (tanto intolerância quanto alergia) são desencadeadas por leite, ovo, soja, trigo, amendoim, nozes, frutos do mar e/ou peixes. A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) estima que as reações alimentares de causas alérgicas acometem 6-8% das crianças com menos de 3 anos de idade e 2-3% dos adultos. Porém, cerca de 85% das crianças perdem a sensibilidade a maioria dos alimentos (ovos, leite, trigo e soja) entre os 3-5 anos (a sensibilidade a amendoim, nozes, peixe e camarão raramente desaparece).

O diagnóstico depende da história clínica minuciosa associada a dados de exames físicos que podem ser complementados por testes alérgicos. E o tratamento, uma vez diagnosticada a intolerância ou alergia, cabe ao paciente seguir orientações médicas e observar os rótulos dos alimentos industrializados.

A melhor prevenção de alergias e intolerâncias é o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade, além da alimentação materna desde a gestação que deve ser balanceada e acompanhada para adequação de todos os nutrientes e devidas recomendações.

Se ficou alguma dúvida me mandem, esse é um assunto muito importante que devemos saber como identificar no dia a dia, pois são mais comuns do que pensamos.

Espero que tenham gostado, beijos e até a próxima matéria!

 


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