Alimentos in natura, processados e ultraprocessados: entenda a diferença

Boa noite leitores,

Um estudo publicado pela Revista de Saúde Pública em 2015, mostra que a dieta atual da população brasileira excede as recomendações de consumo adequadas para quantidade de calorias, proteínas, açúcares, gorduras e sódio e ainda apresenta teores insuficientes de fibras e de várias vitaminas e minerais. Podemos afirmar que isso está lincado com o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, pois quanto mais processado for o alimento pior é para o nosso organismo.

Por isso, hoje vou falar sobre as diferenças entre os alimentos in natura, os processados e os ultraprocessados. O novo Guia Alimentar para a População Brasileira, trouxe informações bem interessantes e de forma clara para poder explicar melhor este assunto. 

De acordo com ele: alimentos in natura são aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais e que não sofrem qualquer alteração após deixar a natureza. E os alimentos minimamente processados correspondem a alimentos in natura que foram submetidos a processos de limpeza, remoção de partes não comestíveis, moagem, fermentação, pasteurização, congelamento e processos similares que não envolvam adições de nada. 

Exemplos: legumes e verduras, frutas, cereais, leguminosas, frutas secas, sucos integrais, castanhas, especiarias, farinhas, carne, leite pasteurizado, ovos, chá, café e água.

Os alimentos processados são aqueles fabricados pela indústria com a adição de sal ou açúcar para torná-los duráveis e mais agradáveis ao paladar. 

Exemplos: legumes em conserva/salmoura, extrato de tomate, frutas em calda/cristalizadas, carnes secas ou enlatadas, queijos e pães. 

E os alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas inteiramente ou em grande maioria de substância extraídas de alimentos (gordura, açúcar), derivadas de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amidos modificados) ou sintetizadas em laboratórios (corante, realçador). 

Exemplos: biscoitos/bolachas, sorvete, guloseimas em geral, misturas prontas para bolo, barras de cereal, sopas e macarrões instantâneos, molhos, salgadinhos, refrescos e refrigerantes, iorgurtes e outras bebidas adoçadas, produtos congelados, embutidos, pão de forma, amido, açúcar etc. 

Conforme observamos nas imagens abaixo:    Dica: uma boa maneira de diferenciar os alimentos processados dos ultraprocessados é ler os ingredientes do rótulo. Produtos com um número elevado de ingredientes, cerca de cinco ou mais, e ainda que possuem nomes pouco familiares, indicam que são da classe dos ultraprocessados.

Outro ponto que precisamos ficar atentos na hora da escolha é em relação a crescente demanda de alimentos ultraprocessados reformulados, que alegam vantagens aos consumidores, porém quando um conteúdo específico de algum produto é reduzido, outro com certeza teve que ser adicionado ou aumentado, portanto cuidado com as publicidades de “menos caloria”, “menos gordura”, “menos açúcar”, estes alimentos continuam sendo ultraprocessados. 

Com tudo isso, devemos melhorar nossas escolhas, fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base de nossa alimentação. Também limitar o consumo de alimentos processados e evitar ao máximo alimentos ultraprocessados, os quais são totalmente desbalanceados e prejudiciais para nossa saúde. 

Espero que tenham gostado.

Até semana que vem! 

Beijos


2 comentários sobre “Alimentos in natura, processados e ultraprocessados: entenda a diferença

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